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20 de Outubro de 2017

Relato de um poeta que passou na OAB fazendo uma petição em versos

No último Exame da OAB, o examinador da FGV se deparou com um texto não muito convencional, uma poesia jurídica na peça.

Rafael Clodomiro, Advogado
Publicado por Rafael Clodomiro
ano passado

“Estou eu muito feliz

e grato!

Não quis fazer

O exame da OAB

De imediato

Assim que me formei.

Quis esperar

O tempo que achei

Melhor.

E exerci na boa

Esse meu direito.

Quis fazer este ano.

E fiz do meu jeito.

Fiz uma poesia

Na peça prático profissional.

Quis correr o risco

Com essa atitude

Nada convencional

De ser reprovado.

Mas, a contrario sensu,

Hoje há no mundo

Mais um poeta advogado!”

Relato de um poeta que passou na OAB fazendo uma petio em versos

Caros amigos! É com imensa alegria (e com poesia) que comunico a minha aprovação no último Exame da OAB. Aqui no JusBrasil já vinha postando alguns poemas jurídico, e também através da minha página Poerídica, pratiquei bastante o meu lado juridicamente poeta.:-) Certamente, posso dizer que isso me deu muita confiança para fazer poesia na prova.

O XIX Exame de Ordem Unificado, na matéria de Direito Constitucional, enunciou para a peça prático-profissional um caso sobre a morosidade do Congresso Nacional que ainda regulamentou o art. , inciso XXIII, da Constituição da Republica Federativa do Brasil de 1988. E visando essa regulamentação, determinado partido político, com representação no Congresso, queria ajuizar a medida judicial objetiva apropriada.

Sendo assim, a peça cabível que o examinador da FGV aceitaria era uma ADO, Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão.

Bom, foi isso que eu escrevi, uma ADO, só que um pouco diferente, né. Enderecei, qualifiquei o legitimado e estruturei a peça corretamente, porém, quebrei a formalidade quando poetizei na Fundamentação da Ação. No tópico “Do Direito” não contive minha alma de poeta e ali escrevi alguns versos sobre o direito em questão.

4,2 foi a nota que o examinador me deu na peça. Aí vocês poderiam pensar: “Será que ele te tirou 0,8 porque você fez poesia onde não devia?” rsrs certamente não foi por isso (e que bom!). Os décimos que perdi foi por descuido de citar alguns artigos.

Então, desse modo podemos concluir que fazer poesia não é descuido! É sim algo muito importante para esse mundo que precisa mais de lirismo e sentimento.

Vamos poetizar o Direito! \o/ Continuarei assim (mais do que nunca) manifestando o amor pelo Direito através de poesias jurídicas…:-D


A poesia que eu fiz no Exame da OAB

59 Comentários

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Rafael:
Não vou responder como advogado, já que não é minha área, mas como amante da poesia.

"Não seja a poesia, assim como a flor e o escudo
Por simples comparação, determinante de tudo!
A mão que escreve o poema, gerado em seu coração
Decerto fará a justiça, buscando na alma a razão."

Seu caminho é bonito. Parabéns e siga em frente. continuar lendo

José Roberto, que belíssima poesia! sensacional! Irei guardá-la e levá-lo comigo sempre, sendo meu lema!! muito obrigado mesmo! continuar lendo

Agora que lhe pertence, fico feliz que lhe sirva, Rafael.
E agradeço seu elogio. continuar lendo

Me vestiu super Direito essa poesia ;) rs continuar lendo

Parabens pela aprovação e pela iniciativa cara! O mundo realmente precisa de mais cultura, eu só não me arrisco porque meu talento não permite hahaha continuar lendo

rsrs Obrigado, amigo!!! continuar lendo

Caro Rafael, que maravilha! Fiquei um tanto emocionada com o seu relato. Sim, exatamente, o direito precisa de mais lirismo e sentimento! Amei!!! Sou advogada há muitos anos e amo a profissão, exatamente por essa possibilidade de criarmos uma tese na defesa dos interesses de nossos patrocinados. Ressalto ainda que, amei sua iniciativa de fazer a prova da OAB somente quando se sentisse a vontade para tanto. Grande exemplo, que seguirei! continuar lendo

Muitíssimo obrigado Ana Paula! agradeço pelas palavras generosas! Acredito assim que há sempre o tempo certo, ;-) continuar lendo

Afinal o que é a justiça ?
cada modo de pensar
cada olhar uma premissa
saber analisar pode ser honesto ou a própria covardia
pode ser a balança dos justos ou a própria tirania.

Parabéns pela iniciativa! continuar lendo

Muito obrigado amigo! Linda demais essa poesia hein, é de sua autoria? gostaria de publicá-la na Poerídica continuar lendo

Sim,é meu conceito de justiça,seria muito legal publicá-la ,obrigado pelo elogio! continuar lendo